Cuba's geographic proximity to the United States and its centrality to U.S. imperial designs following the War of 1898 led to the creation of a unique relationship between Afro-descended populations in the two countries. In Forging Diaspora, Frank Andre Guridy shows that the cross-national relationships nurtured by Afro-Cubans and black Americans helped to shape the political strategies of both groups as they attempted to overcome a shared history of oppression and enslavement.
Drawing on archival sources in both countries, Guridy traces four encounters between Afro-Cubans and African Americans. These hidden histories of cultural interaction - of Cuban students attending Booker T. Washington's Tuskegee Institute, the rise of Garveyism, the Havana-Harlem cultural connection during the Harlem Renaissance and Afro-Cubanism movement, and the creation of black travel networks during the Good Neighbor and early Cold War eras - illustrate the significance of cross-national linkages to the ways both Afro-descended populations negotiated the entangled processes of U.S. imperialism and racial discrimination. As a result of these relationships, argues Guridy, Afro-descended peoples in Cuba and the United States came to identify themselves as part of a transcultural African diaspora.
| Sobre o Livro |
Forging Diaspora oferece uma análise detalhada das conexões históricas e culturais entre afrodescendentes em Cuba e nos Estados Unidos, destacando como essas interações moldaram estratégias políticas e identidades coletivas frente à opressão e ao imperialismo. O livro se apoia em fontes de arquivo de ambos os países, proporcionando uma perspectiva fundamentada e comparativa rara sobre a formação de uma diáspora africana transnacional. O leitor encontrará relatos de encontros históricos significativos, como a presença de estudantes cubanos no Tuskegee Institute, a influência do Garveyismo, o intercâmbio cultural entre Havana e Harlem durante a Renascença do Harlem e o desenvolvimento de redes de viagem negras no contexto da política de Boa Vizinhança e da Guerra Fria. Esses exemplos ilustram a riqueza das trocas culturais e políticas entre as comunidades afrodescendentes. A obra é uma contribuição valiosa para quem busca compreender os processos de construção identitária e resistência de populações afrodescendentes em contextos marcados por racismo e imperialismo, servindo de referência para estudos em história, relações raciais, estudos diaspóricos e políticas culturais.
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